Procurando o sentido
Gritando sem ser ouvido
Opiniões pregadas
Mas a dúvida está maculada
Nem tudo que pensam,
É o que sou
Mas nem eu sei
E o que restou?
O que te mantém vivo?
Por que a realidade
É so um silvo
Em meus ouvidos?
Posso distinguir
Ou será só mais uma ilusão?
O fogo do ódio queima a imensidão
Da minha dúvida, sem permissão
Como ser forte?
Um corte
E mais outro
Mas isso não corta o meu desconforto
Quero dilacerar essa dúvida
Essa lâmina curva
Apunhalando o meu coração
É uma linha tão tênue
Entre a sanidade e a loucura
Minha consciência treme
O que acontece se eu pender na borda?
Uma fissura
Uma fenda
É minha fé escapando?
Ou apenas a razão desertando?
Quero morrer, mas também quero viver
Quero fugir
Mas quero resolver
O que eu quero afinal?
Como eu posso saber?
Se mal consigo encaixar as peças
Do meu próprio ser?
- Helena Korb
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