quarta-feira, 29 de julho de 2015

Nós fazemos o que podemos com as peças de quebra-cabeça que nos são dadas


Procurando o sentido
Gritando sem ser ouvido
Opiniões  pregadas
Mas a dúvida está maculada

Nem tudo que pensam,
É o que  sou
Mas nem eu sei
E o que restou?

O que te mantém vivo?
Por que a realidade
É so um silvo
Em meus ouvidos?

Posso distinguir
Ou será só mais uma ilusão?
O fogo do ódio queima a imensidão
Da minha dúvida, sem permissão

Como ser forte?
Um corte
E mais outro
Mas isso não corta o meu desconforto

Quero dilacerar essa dúvida
Essa lâmina curva
Apunhalando o meu coração

É uma linha tão tênue
Entre a sanidade e a loucura
Minha consciência treme
O que acontece se eu pender na borda?

Uma fissura
Uma fenda
É minha fé escapando?
Ou apenas a razão desertando?

Quero morrer, mas também quero viver
Quero fugir
Mas quero resolver
O que eu quero afinal?

Como eu posso saber?
Se mal consigo encaixar as peças
Do meu próprio ser?

- Helena Korb

Nenhum comentário:

Postar um comentário