Eu vejo rostos
Mas nunca o seu
Para onde quer que eu olhe
Há rostos familiares por toda parte
Eu espero encontrar apenas um
Um em especial
Mas ele nunca está lá
Um vazio
Uma falta de algo
Uma parte perdida
É o que eu sinto
Quando não avisto o seu rosto
Na vasta multidão de rostos
Expressões e risos
Eu não consigo pensar em outra coisa
Senão em seu sorriso
Mas nunca está lá
Sigo com minha expressão vazia
Meu coração sem um pedaço
Em minha cabeça um turbilhão
Eu vejo mãos
Mãos que sobretudo seguram,
Seguram outras mãos
Logo me vejo encarando as minhas próprias
Sempre vazias
Ansiam pelas suas
Sempre cheias
Nunca com as minhas
Todos diferentes
Mas para mim é indiferente
Enquanto procuro na multidão
Os olhos que nunca encontro
Mas quando eles encontram os seus
Abrem as janelas até o meu coração
E ele se inunda
Pois você é como a lua que se aproxima
Fazendo as marés subirem até meu coração
E ao sentir o teu abraço
Ele transborda
- by: Helena Korb
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