quarta-feira, 29 de julho de 2015

Meu corpo, Minha prisão

Corações em desespero
Almas em tormenta
Nos olhos o desprezo
Nas pedras o orgulho se arrebenta

Nas minhas artérias corre o obscuro
Bombeado por um coração impuro
Pobre órgão impregnado
Numa caixa torácica isolado

Meu estômago já não digere
Os gritos cálcicos da alma
Deixou de ser um trauma
Passou a  ser um cárcere

As correntes que me isolam
O temor que me insola
Palavras cuspidas
Lâminas pungidas

-By: Helena Korb



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